Benefícios do chá de amora e como fazer para emagrecer

Benefícios do chá de amora e como fazer para emagrecer

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A amora é conhecida por Morus nigra L. que é uma espécie pertencente ao gênero Morus, família Moraceae. Esse gênero possui cerca de 24 espécies e uma subespécie, com pelo menos 100 variedades conhecidas.

A planta foi trazida para a região por imigrantes japoneses, adaptando-se bem às condições de clima e solo.

As amoreiras podem ser encontradas em duas espécies distintas, onde popularmente utilizamos a coloração para diferenciá-las, como por exemplo: a espécie preta, para consumo humano, através do seu sabor mais pronunciado e volumoso; e a branca, que é mais usada na criação de bichos-da-seda. Na medicina popular a mais difundida é a amora preta.

Os frutos maduros podem ser consumidos ao natural ou usados no preparo de sucos, sorvetes, geléias, compotas, doces, vinhos, licores, xaropes e vinagres.

O chá de amora é bastante utilizado para o tratamento de diabetes, colesterol, problemas cardiovasculares, obesidade e gota.

Propriedades nutricionais

O fruto da amora é rico em ferro, vitamina C e cálcio. Já as folhas são fontes de fósforo, potássio, cálcio, vitamina C e vitamina E.

Benefícios do chá de amora

O chá de amora apresenta propriedades analgésica, anti-inflamatória, hepatoprotetora (proteção ao fígado), hipotensora, antipirética (auxilia na redução da febre), diurética, expectorante, antioxidante e antidiabética, além de apresentar benefícios ao tratamento de anemia e artrite.

Além disso, apresenta poder laxativo e pode ser utilizado no tratamento de dermatoses, eczemas e erupções cutâneas.

Auxilia o sistema respiratório

Dentre os principais efeitos das amoreiras estão os benefícios aos tratamentos respiratórios, com ocorrência em quadros de infecções e inflamações crônicas do brônquios pulmonares até simples resfriados e alergias.

Melhora o sistema digestivo

Vale ressaltar que os efeitos positivos das folhas não estão intimamente associadas apenas às bronquites e pneumonias infecciosas, mas também no tratamento de infecções do sistema digestivo, como cólicas intestinais, espasmos intestinais, diarréias e dores abdominais.

Ajuda a inibir o surgimento do câncer

Além disso, a amora possui compostos fenólicos que apresentam boa atividade bioquímica, tais como propriedades antioxidantes, antimutagênicas e anticarcinogênicas, bem como a capacidade de modificar a expressão gênica.

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Melhora o controle da pressão arterial

As raízes são utilizadas no tratamento de hipertensão arterial (pressão alta), reumatismo, problemas oculares e espasmos infantis.

O chá de amora, por possuir o ácido gama aminobutírico (GABA), que tem o efeito de “diminuir” a pressão arterial, oferece um melhor controle para as pessoas hipertensas.

Auxilia no emagrecimento

Devido à presença de fibras e leveduras que facilitam a digestão e melhoram o funcionamento do intestino, além de inibir o acúmulo de gordura no corpo, o consumo do chá de amora favorece a perda de peso. Ou seja, o chá serve apenas para auxiliar, sozinho não surte efeito.

Indicada para mulheres durante a menopausa

Na medicina popular, as folhas da amoreira-preta têm sido indicadas para mulheres durante a menopausa.

A menopausa representa a última menstruação (último fluxo menstrual, considerado após 12 meses de amenorreia), sendo, portanto, evento que ocorre no climatério. As alterações hormonais próprias do climatério e a sintomatologia decorrente delas podem levar a uma piora da qualidade de vida da mulher.

O chá das folhas de amoreira é utilizado para aliviar sintomas do climatério, o que pode estar relacionado à presença das isoflavonas.

As isoflavonas glicosiladas são hidrolisadas (“quebradas”) no intestino por glicosidases intestinais, liberando agliconas como, por exemplo, daidzeína, genisteína e gliciteína, que são formas biologicamente ativas e se comportam como estrógenos na maioria dos sistemas biológicos.

Sintomas da menopausa

Os sintomas incluem fogachos, suores noturnos, palpitações e dores de cabeça, alteração no metabolismo ósseo e cardiovascular e manifestações psicológicas como a depressão, irritabilidade, fadiga e perda de libido.

Embora as isoflavonas possam contribuir positivamente na qualidade de vida de mulheres na pós-menopausa, não existe evidência científica que permita a substituição da terapia de reposição hormonal.

Formas de utilização das partes da amora

O fruto da amora é usado para doenças hepáticas e renais e suas folhas utilizadas para o tratamento de febre, dor de cabeça, beribéri, vômitos e dor estomacal causada pelo agente da cólera.

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Os ramos jovens da árvore são usados para o tratamento de hipertensão e paralisia de braços e pernas.

O xarope dos frutos é útil no tratamento de faringites e doenças inflamatórias do trato gastrintestinal.

Como fazer chá de amora

  • Ferver 1 litro de água em uma panela;
  • Desligar o fogo depois de fervida a água;
  • Acrescentar 1 colher de sopa de folhas de amoras secas;
  • Abafar por 10 minutos;
  • Coar e beber sem adoçar.

O chá pode ser guardado na geladeira por até 24 horas.

Recomendação

Recomenda-se o consumo de 3 a 4 xícaras de chá por dia para que o tratamento possa ser efetivo e sem efeitos tóxicos.

Contraindicações

É contraindicado o uso para os casos de gastrite, úlcera gastrintestinal e problemas no fígado.

Também é contraindicado para mulheres grávidas, pois as folhas de amora podem causar contrações no útero, por terem efeito tônico uterino.

Referências:

  1. OLIVEIRA, A. C. B.; et al. Avaliação toxicológica pré-clínica do chá das folhas de Morus nigra L. (Moraceae). Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v. 15, n.2, p. 244-249, 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbpm/v15n2/12.pdf
  2. PADILHA, M. M.; et. al. Estudo farmacobotânico das folhas de amoreira-preta, Morus nigra L., Moraceae. Rev. Bras. Farmacogn. 20(4): Ago/set. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbfar/v20n4/v20n4a24.pdf
  3. Floren fitoterapia. Disponível em: http://florien.com.br/wp-content/uploads/2016/06/AMORA-PRETA-1.pdf
  4. MIRANDA, M. A.; et al. Uso etnomedicinal do chá de Morus nigra L. no tratamento dos sintomas do climatério de mulheres de Muriaé, Minas, Geral, Brasil. HU Revista, Juiz de Fora, v. 36, n. 1, p. 61-68, jan./mar. 2010. Disponível em: https://hurevista.ufjf.emnuvens.com.br/hurevista/article/view/817
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Escrito por

Carla Oyama

Nutricionista com CRN 31937 formada em Nutrição pela UNIFAL-MG

Pós graduação em Terapia Nutricional Clínico-hospitalar pela UNIRP-SP. Qualificada em Educação em Diabetes pela ADJ Diabetes Brasil.

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