Como fazer chá de boldo e quais seus benefícios

Como fazer chá de boldo e quais seus benefícios

Vem com a gente conhecer melhor os benefícios do chá de boldo, esse chá que sempre foi um remedinho caseiro tão popular, sempre indicado pelas avós.

Que planta é essa?

Segundo o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, produzido pela ANVISA, existem três diferentes plantas conhecidas popularmente como boldo. São elas:

  • Peumus boldus Molina, nome popular: boldo-do-chile;
  • Plectranthus barbatus Andrews, nome popular: boldo-africano, boldo-brasileiro ou boldo-nacional;
  • Vernonia condensata Baker, nome popular: boldo-baiano.

Segundo a legislação brasileira, mesmo sendo conhecidas popularmente pelo nome de boldo, somente uma dessas plantas é considerada genuína. O verdadeiro chá de boldo é feito a partir da Peumus boldus Molina, ou como é conhecida, boldo chileno.

O boldo é uma planta medicinal muito conhecida e utilizada por toda a população brasileira. Em diferentes partes do país, as folhas dos três tipos de planta são comercializadas para a produção de chá. No entanto, não há plantação de boldo chileno no Brasil, somente os outros dois tipos, brasileiro e baiano, são cultivados aqui.

Como fazer chá de boldo?

O preparo do chá de boldo é bem simples. Você consegue encontrar a erva em qualquer mercado, lojas de produtos naturais ou farmácias. Mas se você conseguir a folha fresca é sempre a melhor opção.

Dica: faça uma horta no seu quintal, na varanda ou uma horta vertical na janela. Assim, você garante a pureza do produto que vai consumir!

Semelhante em aroma com à folha do hortelã, o boldo tem gosto bem amargo e forte. Preferivelmente é para ser consumido sem adição de açúcar, pois esse pode fermentar e dificultar a digestão.

Bom, mas vamos ao que interessa, a receita do chá de boldo:

Ingredientes:

  • 1 xícara de chá de água (240mL);
  • 1 colher de chá de folhas de boldo picado (10g).

Modo de preparo:

Em uma panela ferva a água. Após fervura coloque essa água em um copo ou xícara de sua preferência e adicione as folhas de boldo. Deixe parado por 10 minutos. Passados os 10 minutos basta coar e está pronto o seu chá de boldo.

Dicas: não ferva a água com as folhas, para não deixar o chá muito amargo; procure consumir no máximo 3 xícaras por dia; dê preferência ao mel ou ao açúcar de coco para adoçar e, caso queira adicionar um sabor diferente, acrescente limão ou gengibre.

Benefícios do chá de boldo

O chá de boldo é amplamente conhecido por suas ações no sistema digestivo e hepático (no fígado). E como alguns outros tipos de chá, pelos efeitos diuréticos, calmante e ação antioxidante.

Composição do chá de boldo

  • Lactulona, uma substância que funciona muito bem no auxílio da digestão de gorduras;
  • Fitoquímicos: boldina, cânfora, limoneno, beta-pineno e cumarina. A boldina é apontada por diferentes estudos como o mais importantes dos princípios ativos do chá de boldo;
  • Flavonóides glicosilados, que aumentam o efeito diurético.

Sistema digestivo e hepático

  • Diminui azia e má digestão;
  • Ação obstipante (solta o intestino preso);
  • Melhora a digestão;
  • Reduz cólicas abdominais;
  • Reduz gases;
  • Melhora da função do fígado;
  • Reduz os efeitos de bebidas alcoólicas (a famosa “ressaca”);
  • Auxilia no tratamento da vesícula biliar.

Efeitos como os citados a cima estão associados à presença elevada da boldina. Ela é considerada responsável pelas ações digestivas, tanto as de secreções gástricas e biliares, como a de motilidade intestinal. Promove o aumento da quantidade de bile liberada, facilitando ao organismo maior digestão, e favorecendo também a regeneração das células do fígado. A boldina está diretamente ligada aos efeitos de proteções digestiva e hepática.

Emagrecimento

A presença da lactulona, composto que atua melhorando a digestão de gorduras, associada ao poder diurético, tornam o chá de boldo um aliado na perda de peso.

Mas lembre-se: sem abrir mão de uma alimentação balanceada e acompanhada por um profissional da saúde. Consulte um nutricionista para te mostrar os caminhos mais seguros para alcançar seus objetivos de forma saudável.

Efeito calmante

O chá de boldo possui efeito tranquilizante, podendo ser consumido antes de dormir, auxiliando para um sono mais  tranquilo.

Sistema urinário

Parte do efeito diurético se deve à presença dos flavonóides glicosilados no chá de boldo, são compostos fenólicos mais estáveis do que os fitoquímicos. Suas propriedades atuam no melhor funcionamento do sistema urinário.

Ação antioxidante

O potencial antioxidante dos flavonoides glicosilados, junto com a boldina, protege células e DNA contra a ação de radicais livres, principalmente no fígado.

Contraindicações

O consumo é contraindicado para pessoas que tenham cálculo biliar, obstrução dos ductos biliares e doenças hepáticas severas.

Nesses casos é muito importante consultar um médico para observar possíveis interações alimento X medicamento.

Também não é recomendado para gestantes, em especial nos 3 primeiros meses de gestação, já que pode estimular contrações uterinas. Procure um profissional da área da saúde antes de começar o consumo desse chá.

O consumo em excesso pode levar a episódios diarreicos, vômitos, problemas no sistema nervoso (efeito narcótico) e até convulsões.

Sempre consulte um nutricionista para melhor avaliar sua situação e decidir a estratégia alimentar mais compatível com o seu perfil e suas necessidades.

Referências:

  1. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2011. Disponibilizado em: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/farmacopeiabrasileira/conteudo/Formulario_de_Fitoterapicos_da_Farmacopeia_Brasileira.pdf
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 519, de 26 de junho de 1998. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/portarias/519_98.htm
  3. Costa, F. H. M. Caracterização da composição química de extratos de boldos in natura e produtos comerciais derivados do boldo. Diamantina, MG, 2017. Disponível em: http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1590/1/fernando_henrique_marques_costa.pdf

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