Picolinato de cromo: para que serve, como usar e onde comprar

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Agindo como um “suplemento alimentar”, o picolinato de cromo vem sendo utilizado sob a alegação de melhorar o metabolismo dos açúcares e a “queima” de gorduras, auxiliando na redução da vontade de comer doces, perda de gordura corporal e ganho de massa magra.

O que é e para que serve o picolinato de cromo

O cromo é um tipo de mineral presente em diversos alimentos, com destaque para: castanhas, aspargo, cogumelos, ameixa, cereais integrais, carnes, vísceras, feijões e muitos legumes.

A ingestão diária e segura de cromo em adultos está estimada entre 50 e 200µg por dia e, apesar de ser considerado um elemento essencial, não existe uma ingestão dietética recomendada específica para o cromo.

Em teoria, o cromo participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Além disso, por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo poderia influenciar também no metabolismo das proteínas, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos (as partes que compõe as proteínas) e, conseqüentemente, aumentando a produção proteica.

Alguns estudos também associam a suplementação deste mineral à uma melhora na “queima de gordura” e na composição corporal.

Resumo

O cromo é um mineral presente nas castanhas, nos legumes, nos cogumelos, em algumas frutas, nos cereais integrais, nos feijões, e nas carnes.

A suplementação de cromo é utilizada sob a alegação de que este mineral promoveria melhora no metabolismo da glicose (açúcar), ganho de massa muscular e perda de gordura corporal.

Porém, vale ressaltar que os estudos a cerca da eficiência da suplementação do cromo são inconclusivos!

Benefícios do picolinato de cromo

Como dissemos anteriormente, o cromo é um mineral essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente atuando em conjunto com a insulina, auxiliando em um melhor controle dos níveis de glicose no sangue, dessa maneira, indivíduos diabéticos tipo 2 poderiam, em tese, se beneficiar do uso da suplementação deste mineral.

Além disso, por esse envolvimento com o metabolismo dos carboidratos, há relatos de que o cromo poderia atuar diminuindo a vontade de comer doces.

Entretanto, a ação do cromo parece não se resumir à participação no metabolismo dos carboidratos e insulina. Alguns estudos revelaram que o cromo contribui diminuindo a concentração de colesterol no sangue. Também é atribuído ao cromo um efeito lipolítico (“quebra” as células de gordura, ou adipócitos) que, somado a seus possíveis efeitos de ganho de massa magra (efeitos anabólicos), estimula principalmente o público esportista ao uso do cromo como suplemento na dieta para obtenção de efeitos desejáveis sobre a composição corporal.

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Com relação ao uso do picolinato de cromo e melhora na composição corporal, estudos que abordaram a sua suplementação demonstraram benefícios muito sutis deste composto na perda de peso ou de gordura. Na verdade, essas pesquisas concluíram, de maneira geral, que o que se pode perder com o picolinato de cromo é nada mais do que algo próximo a 1 quilo.

Além disso, os estudos feitos com suplementação de picolinato não avaliaram o efeito propriamente dito do suplemento, isso porque os indivíduos sempre eram submetidos à dieta e exercícios, então não havia como concluir se o emagrecimento era resultado do consumo de cromo ou por causa da dieta e exercício ou o conjunto…

Apenas os estudos realizados com animais (normalmente ratos) ou em cultura de células apresentam resultados significativos da suplementação do picolinato sobre as porcentagens de gordura e de massa muscular dos mesmos. Entretanto, quando os estudos são realizados em humanos, esses efeitos parecem “se perder” e tornam-se irrelevantes ao organismo.

Resumo

Os possíveis benefícios do consumo de cromo são: melhora na vontade de comer doce, maior sensibilidade à insulina e, portanto, diabéticos poderiam – em teoria – se beneficiar dessa suplementação, redução no colesterol sanguíneo, e melhora na composição corporal.

Porém, esses resultados parecem se confirmar apenas em animais e cultura de células, uma vez que os estudos em humanos são inconclusivos!

Como tomar e dosagens

Como toda e qualquer suplementação, o ideal é que você consulte um médico ou nutricionista para que eles possam avaliar se, de fato, o picolinato de cromo pode ser uma boa opção para o seu objetivo e histórico.

Geralmente, a ingestão deve ficar entre 25 e 35 mcg diárias e sempre durante uma das principais refeições.

Você encontra o picolinato de cromo para comprar em lojas de produtos naturais, lojas especializadas online ou em farmácias.

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Possíveis efeitos colaterais do picolinato de cromo

O picolinato de cromo possui alguns efeitos colaterais se consumido diariamente em doses inadequadas e, além disso, pode apresentar reações indesejadas quando combinado com outros medicamentos, como por exemplo alguns remédios para o tratamento de pressão alta, antiácidos e anti-inflamatórios.

Ainda, se você possui alergia a qualquer composto presente nesse suplemento, você deve evitá-lo. Ademais, pessoas com qualquer tipo de doença como pressão alta, úlcera gástrica, diabetes, câncer ou problemas no sistema imunológico devem consultar um médico antes de iniciar a ingestão de cromo.

Há estudos relatando alguns efeitos colaterais do picolinato de cromo muito graves, tais como alterações genéticas  (no DNA das células) quando ele entra em contato com determinadas substâncias químicas, podendo levar ao câncer. Além disso, também existem estudos associando o consumo deste suplemento com processos irritativos do trato digestivo, podendo desencadear úlceras e algumas dermatites.

Referências:

  1. National Institutes of Health (NIH). Chromium – Dietary Supplement Fact Sheet. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/Chromium-HealthProfessional/
  2. Gomes,M. R., Rogero, M.M., Tirapegui, J. Considerações sobre cromo, insulina e exercício físico . Rev Bras Med Esporte _ Vol. 11, Nº 5 – Set/Out, 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v11n5/27585.pdf
  3. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Chromium. Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium, and zinc. Washington, D.C.: National Academy Press; 2001:197-223. Disponível em: https://www.nap.edu/read/10026/chapter/8
  4. Chromium. In: Natural Medicines Comprehensive Database, 2005. Disponível em: http://www.naturalmedicines.com
  5. Pattar GR, Tackett L, Liu P, Elmendorf JS. Chromium picolinate positively influences the glucose transporter system via affecting cholesterol homeostasis in adipocytes cultured under hyperglycemic diabetic conditions. Mutat Res. 2006;610(1-2):93-100. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2424232/
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Escrito por

Andrea Rampazzo

Nutricionista com CRN 31884 formada em Nutrição pela Universidade Federal de Alfenas – MG

Mestre Fisiologia da Nutrição pelo Departamento de Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria – UNIFESP. Pós- graduanda em Metabolismo do atleta pelo Instituto Hi-Nutrition. Atua como nutricionista clínica no "Espaço Evoluir" na cidade de Itupeva-SP.

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