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Você sabe o que é Flexitarianismo?

“Flexitarianismo”: o modelo que nos apresenta uma nova idéia a cerca de uma alimentação saudável!

Este novo estilo alimentar vem ganhando adeptos entre aqueles que buscam reduzir o consumo de carnes, tornando-o eventual.

Origem da palavra

A palavra em si, consiste na junção de outras duas palavras: flexível + vegetariano. E se refere a indivíduos que primariamente seguem uma dieta vegetariana, porém não estritamente, ou seja, ocasionalmente há consumo de carne ou peixe.

Por que reduzir conscientemente o consumo de carne?

Embora pareça que a demanda global por carne venha aumentando, o número de adeptos do flexitarianismo também vem crescendo.

Nesse sentido, a maioria dos consumidores de carne podem ser divididos em três categorias:

  1. Consumidores regulares;
  2. Aqueles que evitam consumir carne;
  3. Aqueles que conscientemente preferem reduzir o consumo de carne.

Destes, os adeptos do flexitarianismo parecem se encaixar na categoria daqueles que conscientemente pretendem reduzir o consumo de carne entre as refeições, passando a consumi-las apenas algumas vezes por semana e não todos os dias como os consumidores regulares.

Dessa maneira, a redução no consumo de carne se dá de forma geral, exceto o consumo de peixes. Em particular, mulheres são as que mais têm sido adeptas dessa redução da ingesta de carne. Essa redução tem maior prevalência entre as mulheres de 65 a 79 anos (39%) quando comparadas às mais jovens de 18 a 24 anos (19%).

Os flexitarianos reconhecem o fato de a carne ser uma importante fonte de proteína, gordura e micronutrientes, e além disso, levam em consideração o aspecto ético, dentre eles a necessidade de melhorias no sentido de bem-estar dos animais.

Além disso, também levam em consideração as evidências científicas de que o consumo a longo prazo de grandes quantidades de carne vermelha e, particularmente daquelas processadas, leva ao aumento do risco de se desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes melitus tipo 2 e alguns tipos de câncer como o de cólon.

Evidências científicas que justificam a redução no consumo de carne vermelha

Recentemente, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) classificou a carne vermelha como potencialmente carcinogênica, e a carne processada como carcinogênica para humanos.

Além disso, diversos estudos tem mostrado que a dieta flexitariana ou semi-vegetariana, pode trazer muitos benefícios à saúde com fortes evidências com relação a perda de peso e melhora na resposta metabólica, redução do risco de desenvolver diabetes e pressão alta.

Nesse sentido, muitas pesquisas têm evidenciado que a proposta do flexitarianismo pode ser uma excelente opção para pacientes com doenças intestinais inflamatórias, como a doença de Crohn. Os mecanismos por trás destes benefícios ainda precisam ser elucidados, mas parece que uma dieta tipo “plant-based” é eficaz para amenizar processos inflamatórios no intestino através, principalmente, dos efeitos ocasionados pelo aumento no consumo de fibras dessa dieta.

Também os resultados obtidos na prática clínica, no sentido de aumentar e encorajar a adesão à dietas “plant-based” têm mostrado que além de alinhar as quantidades de proteínas ingeridas com as recomendações adequadas (a maioria da população consome cerca de 24% a mais de proteína do que o recomendado de 0,8 a 1g/kg de peso corporal por dia) há uma redução global de mortalidade em 6 – 10%.

Benefícios do Flexitarianismo

Alguns benefícios associados ao flexitarianismo são:

Em síntese, a “regra básica” do modelo flexitariano ou semi-vegetariano consiste em conseguir usufruir de uma vida saudável ao aproveitar os benefícios da dieta vegetariana, mas sem sofrer as carências que podem vir desta forma de alimentação (falta de proteínas, queda na vitamina B12, etc.)

Se animou?

Então você deve incluir diariamente em seu cardápio os seguintes grupos alimentares:

Porém, as carnes (bovina, suína, de frango ou peixe) poderão ser ingeridas apenas um dia por semana para poder seguir a dieta flexitariana e, além disso, esta carne tem que ser de qualidade.

Referências:

  1. Derbyshire, E. J. “Flexitarian Diets and Health: A Review of the Evidence-Based  Literature.” Frontiers in Nutrition , v.3 : 55. PMC. 2016. Avaiable: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5216044/pdf/fnut-03-00055.pdf. Access 8 Aug. 2018.