10 sintomas e como resolver a deficiência de vitamina D

10 sintomas e como resolver a deficiência de vitamina D

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Você saberia identificar os sintomas gerados pela deficiência de vitamina D?

Hoje em dia, a deficiência de vitamina D tem sido considerada um problema de saúde pública que atinge pessoas em diferentes regiões de diversos países.

Estudos apontam que o relato de insuficiência de vitamina D ao redor do mundo passa de 1 bilhão de pessoas.

A vitamina D é essencial para a saúde dos ossos, tendo importante papel na prevenção contra doenças ósseas.

Também protege contra alguns tipos de câncer, esclerose múltipla e diabetes tipo 1.

A obtenção de vitamina D se dá pela exposição aos raios ultravioleta, fazendo do Sol um grande aliado da nossa saúde.

Porém, com o aumento da preocupação com a saúde e o bem-estar, a população mundial em geral passou a fazer maior uso de protetor solar.

Bem como o estilo de vida das pessoas, que vem mudando, e elas têm ficado mais tempo em ambientes fechados.

Essas mudanças de hábito estão favorecendo, o aumento da prevalência da deficiência de vitamina D.

Fatores de risco para a deficiência de vitamina D

Existem alguns fatores que podem levar à maior ocorrência da deficiência de vitamina D.

São eles:

  • A região geográfica onde as pessoas moram, que vai influenciar na incidência de Sol a que elas estão expostas. Regiões mais distante da linha do Equador (zonas mais frias) tendem a ter maior prevalência de casos de pessoas com deficiência vitamina D;
  • Hábitos culturais como a pouca exposição ao Sol, o uso de protetor solar por tempo prolongado e o aumento do tempo passado em ambientes fechados;
  • A cor da pele, pois, devido à maior quantidade de melanina, a pele escura precisa de mais tempo de exposição ao Sol;
  • Hábitos alimentares: a menor ingestão de alimentos que são fontes de vitamina D;
  • Sobrepeso e obesidade, acredita-se que tem relação com a lipossolubilidade (capacidade de se dissolver em gordura) e a biodistribuição da vitamina D no tecido adiposo (gordura);
  • Período gestacional (gravidez);
  • A existência de doenças como Lúpus, Doença celíaca, Doença de Chron, síndrome do intestino curto, insuficiência cardíaca e pedras na vesícula alteram o metabolismo da vitamina D;
  • O envelhecimento diminui a capacidade que a pele tem de produzir a vitamina D;
  • O uso de determinados medicamentos, como os anticonvulsivantes, por exemplo.

Outro fator de risco muito importante de falarmos é que pessoas com excesso de peso tendem a ter níveis mais baixos de vitamina D.

A vitamina D pode ajudar a perder peso?

Estudos mostram que um maior índice de massa corporal e percentual de gordura corporal estão associados a níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D.

Várias teorias diferentes especulam sobre a relação entre baixos níveis de vitamina D e obesidade.

Alguns afirmam que pessoas obesas tendem a consumir menos alimentos ricos em vitamina D, explicando assim a associação.

Outros apontam para diferenças comportamentais, observando que indivíduos obesos tendem a expor menos pele e podem não estar absorvendo tanta vitamina D do sol.

Além disso, certas enzimas são necessárias para converter a vitamina D em sua forma ativa, e os níveis dessas enzimas podem diferir entre indivíduos obesos e não-obesos.

Isso indica que suas necessidades de vitamina D dependem do tamanho do corpo, ou seja, indivíduos obesos precisam de mais do que pessoas com peso normal para atingir os mesmos níveis sanguíneos.

Isso poderia ajudar a explicar por que as pessoas obesas são mais propensas a serem deficientes.

Curiosamente, perder peso também pode afetar seus níveis de vitamina D.

Em teoria, uma redução no tamanho do corpo significaria uma diminuição na sua necessidade de vitamina D.

No entanto, uma vez que a quantidade em seu corpo permanece a mesma quando você perde peso, seus níveis realmente aumentam .

E o grau de perda de peso pode afetar a medida em que seus níveis aumentam.

Um estudo descobriu que mesmo pequenas quantidades de perda de peso levaram a um aumento modesto nos níveis sanguíneos de vitamina D.

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Além disso, os participantes que perderam pelo menos 15% do peso corporal apresentaram aumentos quase três vezes maiores que os observados nos participantes que perderam de 5 a 10% do peso corporal.

Além disso, algumas evidências mostram que o aumento da vitamina D no sangue pode reduzir a gordura corporal e aumentar a perda de peso.

Isso é possível porque a vitamina D pode alterar o armazenamento e a formação de células adiposas e aumentar os níveis de serotonina e testosterona.

Resumo:

A obesidade é um fator de risco para a deficiência de vitamina D. Isso é provável porque sua necessidade diária de vitamina D depende do tamanho do seu corpo. Obter quantidades adequadas de vitamina D pode aumentar a perda de peso, diminuir a gordura corporal e limitar o ganho de peso.

10 sintomas da deficiência de vitamina D

O início da deficiência de vitamina D não é muito fácil de ser detectado, uma vez que não apresenta sintomas tão característicos e evidentes.

É possível que você não consiga fazer a associação do que está acontecendo com o seu corpo à falta de vitamina D.

Então, é muito importante ficar atento ao funcionamento do seu organismo, bem como saber identificar esses possíveis sintomas.

O que pode ser de grande ajuda para você evitar maiores prejuízos a sua saúde:

Diminuição da imunidade

A vitamina D tem importante papel para a nossa imunidade, por combater infecções e controlar o crescimento celular desregulado.

Com a diminuição dos níveis de vitamina D pode haver o aumento na frequência de infecções contraídas.

Raquitismo em crianças

Quando há deficiência de vitamina D em crianças ocorre o raquitismo, que é caracterizado pela mineralização imprópria durante o desenvolvimento dos ossos.

Pode resultar em anormalidades estruturais dos ossos (pernas arqueadas, “peito de pombo” e protuberância do crânio), dor óssea e ainda causar a fragilidade óssea.

Osteomalácia em adultos

Um dos principais sintomas da falta de vitamina D em adultos é a osteomalácia.

A osteomalácia é caracterizada pela desmineralização de ossos previamente formados.

Resultando na redução generalizada da densidade óssea, o que leva ao aumento da fragilidade óssea e torna a pessoa mais suscetível a fraturas.

Quando associada à osteoporose coloca em risco especialmente os ossos da coluna do quadril e das pernas.

Doenças respiratórias

A deficiência de vitamina D em crianças pode vir associada a maiores chances de desenvolvimento de infecções respiratórias.

Quando é feito tratamento com suplementos essas chances diminuem.

Já nos adultos, a deficiência de vitamina D pode levar ao aumento dos resfriados e problemas no trato respiratório.

Hipertensão arterial

Alguns estudos mostram que a diminuição de vitamina D no sangue está associada ao aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, incluindo a hipertensão arterial.

Outra pesquisa mostra que com a suplementação de vitamina D, ocorre a redução da pressão arterial.

Há também estudos que mostram que quando pessoas com hipertensão são submetidas à exposição de radiação ultravioleta, apresentam aumento dos níveis de vitamina D e a diminuição da pressão arterial.

Depressão

Baixos níveis de vitamina D já foram associados à depressão.

Níveis elevados de vitamina D foram relacionados à expressiva diminuição do risco de depressão, principalmente em pessoas que apresentam histórico dessa doença.

Sensação de cansaço, fraqueza e mal-estar

Há sintomas como cansaço e fadiga que estão relacionados à falta de energia e que, alguns estudos atribuem à deficiência de vitamina D.

Diabetes

A vitamina D auxilia na produção de insulina direta e indiretamente.

A diminuição das concentrações de vitamina D pode levar à diminuição da capacidade secretora de insulina pelo pâncreas.

Além disso, também pode diminuir a capacidade de transformação da pró-insulina em insulina.

Auxilia também na expressão dos receptores GLUT4 à insulina. Sem vitamina D não há o estímulo para expressão dos receptores da insulina, diminuindo a resposta insulínica.

Dores musculares

A deficiência de vitamina D pode provocar fraqueza e dor muscular em crianças e adultos.

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Estudos já provaram que pessoas que se queixavam de dores musculares não específicas apresentavam também baixos níveis de vitamina D.

Assim como, também provaram que indivíduos tinham força muscular aumentada, quando faziam ingestão de suplementos.

Câncer e tumores

Quando temos baixos níveis de vitamina D no sangue o combate à diferenciação e proliferação celular não ocorre como deveria.

Assim, nosso organismo fica suscetível à ação celular descontrolada, podendo dar origem a células cancerígenas.

Resumo:

Sintomas comuns da deficiência de vitamina D são diminuição da imunidade, osteomalácia, doenças respiratórias, hipertensão, depressão, sensação de cansaço, fraqueza e mal estar, diabetes, dores musculares, câncer e tumores.

Como resolver a deficiência de vitamina D?

Resolver a deficiência de vitamina D acaba sendo relativamente fácil.

São 3 as maneiras de aumentar os níveis séricos da vitamina D:

1) Exposição ao Sol

Sabemos que a maior parte de vitamina D presente no sangue é produzida pelo nosso organismo após a exposição ao Sol.

O recomendável é o banho de Sol no fim da manhã e no início da tarde.

Esse período é quando temos maior incidência dos raios ultravioleta. Tentar fazer isso pelo menos 4 vezes por semana.

Como já mencionamos, a concentração de melanina é inversamente proporcional à capacidade de produção de vitamina D.

Por isso, pessoas com a pele mais clara devem ficar expostas por um tempo de 10 a 20 minutos, enquanto que pessoas com pele mais escura precisam ficar expostas por um período maior, de 40 minutos a 1 hora.

Lembrando que é a exposição direta da pele aos raios solares, sem passar protetor solar, que bloquearia a ação dos raios de sol.

2) Consumo de alimentos fonte de vitamina D

Os alimentos com maior concentração de vitamina D são os de origem animal, como peixes, ovo, leite e fígado.

Você pode ver mais alimentos na lista de alimentos fonte de vitamina D.

3) Suplementação de vitamina D

Quando a exposição ao sol e a ingestão de alimentos não são suficientes pode ser indicada a suplementação para o indivíduo que apresenta carência dessa vitamina, sempre com o acompanhamento de profissionais da área da saúde.

Resumo:

São 3 as maneiras de aumentar os níveis séricos da vitamina D, exposição solar, consumo de alimentos fontes e suplementação de vitamina D.

Toxicidade

A toxicidade de vitamina D se dá, principalmente, quando há uma suplementação excessiva.

E esse excesso de vitamina D no organismo pode vir acompanhado de diversos malefícios.

Alguns dos sintomas da toxicidade da vitamina D, são:

  • Perda de apetite;
  • Náuseas e vômito;
  • Constipação (prisão de ventre);
  • Poliúria (eliminação de uma quantidade muito grande de urina em pouco espaço de tempo);
  • Polidipsia (sede excessiva);
  • Desorientação;
  • Perda de peso;
  • Insuficiência renal.

Cuidado! A administração de suplementos sem supervisão de um profissional da saúde pode levar à intoxicação.

Referências:

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Escrito por

Gabriela Spinelli

Nutricionista com CRN 17100371 formada em Nutrição pela UNIRIO

Atuação em nutrição escolar, apresentação de palestras da educação infantil ao ensino fundamental.

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