Benzoato de Sódio: O que é, benefícios e malefícios do seu uso

PUBLICIDADE

Benzoato de sódio é um conservante muito utilizado em alimentos e bebidas, remédios, tintas, adesivos, pastas de dente, entre outros, pois possui um potente efeito de inibir ou diminuir a deterioração desses produtos, além de evitar o crescimento de micro-organismos causadores de doenças. É utilizado principalmente em conservas, molhos, margarinas, geleias, mas principalmente, nos refrigerantes.

Entretanto, nos refrigerantes é muito comum o benzoato de sódio estar junto com a vitamina C e, em condições de altas temperaturas e muita exposição à luz, resulta na formação do benzeno, sendo esta a grande desvantagem do uso do benzoato de sódio, pois o benzeno pode resultar no aumento dos riscos de câncer. Além disso, o benzoato de sódio pode desencadear alergias, coceiras, inchaços, asma e vergões na pele de pessoas sensíveis à esse conservante.

O que é benzoato de sódio e qual sua função

O benzoato de sódio também é conhecido como conservante INS 211 que é amplamente utilizado na indústria alimentícia para inibir o crescimento de bactérias e leveduras. Tal controle é importante tanto para evitar a deterioração do produto quanto pela inibição do crescimento de micro-organismos causadores de doenças.

Este tipo de conservante atua com maior eficiência em alimentos ácidos como, por exemplo, as bebidas alcoólicas, refrigerantes, conservas, geleias, doces, margarinas, balas, molhos, entre outros.

O benzoato de sódio ao aumentar a acidez desses alimentos, dificulta o crescimento das bactérias e fungos, além disso, realça e melhora o sabor dos alimentos.

O benzoato de sódio é um sal obtido através da reação do ácido benzóico com o hidróxido de sódio. Sendo que o ácido benzóico possui um poder antimicrobiano muito mais efetivo, porém não é tão solúvel quanto o benzoato de sódio, além de outras vantagens como possuir um sabor suave e não interferir na coloração dos alimentos.

O ácido benzóico é encontrado naturalmente em diversos alimentos e bebidas como as ameixas, amoras, maçãs, uvas, alguns tipos de cogumelos, tomates, produtos lácteos, canela, cravo, cerveja, vinhos, entre outros.

VEJA TAMBÉM:  Xilitol: como usar e onde comprar

Além do mais, é também utilizado pela indústria farmacêutica nos xaropes e remédios, principalmente os que contêm cafeína. Porém, também pode ser utilizado na produção de tintas, vernizes, adesivos, pastas de dente e cigarros, visto que estes se preservam na presença de benzoato de sódio.

Resumo:

O benzoato de sódio é um conservante que inibe o crescimento de bactérias e leveduras nos alimentos e, portanto, consegue evitar a deterioração dos mesmos, além de melhorar seu sabor.

É muito utilizado em bebidas alcoólicas, refrigerantes, conservas, geleias, doces, margarinas, balas, molhos, entre outros, além de ser usado em xaropes, remédios, tintas, vernizes, adesivos, pastas de dente e cigarros.

É um sal obtido da reação do ácido benzóico com o hidróxido de sódio e, apesar do ácido benzóico ter um poder antimicrobiano muito maior, ele não é tão solúvel quanto o benzoato de sódio, além disso, o benzoato de sódio possui sabor mais suave e não interfere na coloração dos alimentos.

Benefícios e malefícios da utilização do benzoato de sódio

O benzoato de sódio tem sido amplamente utilizado como um conservante em produtos alimentícios por muitos anos e é tido como seguro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Entretanto, quando há a presença de vitamina C junto ao benzoato de sódio em altas temperaturas e com exposição à luz, ocorre a formação de benzeno, uma substância química com possível efeito cancerígeno. Esse fato tem mobilizado a literatura científica, a fim de traduzir melhor tais evidências.

Ainda, o uso do benzoato de sódio pode provocar alterações sensoriais nos alimentos e bebidas, “piorando” o seu sabor. Além disso, em pessoas sensíveis ao benzoato de sódio pode desencadear alergias, coceiras, inchaços, asma e vergões na pele.

Recomendações do seu uso e consumo na alimentação

O benzoato de sódio, assim como o ácido benzóico, é permitido pela legislação brasileira para bebidas não alcoólicas gaseificadas e não gaseificadas, na concentração máxima de 0,05g por 100ml do produto (ANVISA, RDC nº 05, de 15/01/2007).

VEJA TAMBÉM:  Super guia de alimentação para bebê com anemia

Entretanto, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) não determinou um limite de benzeno em refrigerantes e sucos, aqui no Brasil deve-se adotar o mesmo limite utilizado para a água potável, ou seja, 10 partes por bilhão.

As empresas e autoridades sanitárias asseguram que o nível de benzeno encontrado nas bebidas não implica risco imediato aos consumidores. Contudo, toxicologistas alertam para o fato de que o processo de formação do benzeno pode ser exacerbado quando a bebida é exposta ao calor e à luz.

Dessa forma, é importante ressaltar que, embora seja permitido o uso do benzoato de sódio como conservante de alimentos e bebidas industrializados, uma alimentação saudável e equilibrada está relacionada ao consumo MÍNIMO desses tipos de alimentos, e ABUNDANTE em alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, legumes, verduras, ovos, leites e cereais integrais. Sendo assim, perceba se o seu consumo de alimentos industrializados e, consequentemente, de conservantes não está exagerado!

Referências:

  1. GUILHERMINO, L. M.; CHASIN, A. A. da M. Estudo da formação de benzeno em bebidas contendo o conservante benzoato de sódio. Rev. Oswaldo Cruz. Disponível em: http://www.revista.oswaldocruz.br/Content/pdf/Estudo_da_forma%C3%A7%C3%A3o_de_benzeno_em_bebidas_contendo_o_conservante_benzaato_de_s%C3%B3dio._.pdf.
  2. SANTOS, V. P. S. Desenvolvimento de um método para detecção de ácido benzóico em refrescos a base de guaraná. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://186.202.79.107/download/deteccao-de-acido-benzoico-em-refrescos-de-guarana.pdf.
  3. Dossiê conservantes. Food Ingredients Brasil, nº 18, 2011. Disponível em: http://www.revista-fi.com/materias/186.pdf.
PUBLICIDADE

Escrito por

Carla Oyama

Nutricionista com CRN 31937 formada em Nutrição pela UNIFAL-MG

Pós graduação em Terapia Nutricional Clínico-hospitalar pela UNIRP-SP. Qualificada em Educação em Diabetes pela ADJ Diabetes Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *