Quais as diferenças entre Chlorella e Spirulina

Quais as difereças entre chlorella e spirulina

As microalgas dos gêneros Spirulina e Chlorella têm sido estudadas pelo seu potencial nutricional, por apresentarem principalmente elevada qualidade e quantidade de proteínas, contendo aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos poli-insaturados.

Elas são muito estudadas pois se desenvolvem em curto período de tempo, requerem cuidados simples de cultivo e estão associadas a muitas funcionalidades.

Têm sido objeto de numerosos estudos em diversos países pelo seu potencial para comercialização como nutracêuticos, onde a principal propriedade é a de prevenir processos oxidativos.

Sua importância na natureza deve-se principalmente à elevada participação no balanço global da fotossíntese, contribuindo com grande parcela da produção primária do planeta.

Vantagens

Os estudos sobre compostos bioativos extraídos de microalgas têm enfatizado e demonstrado a sua atividade antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana, antifúngica, citotóxica e propriedades de inibição enzimática, entre outras.

Estas propriedades tornaram as microalgas alvo de usos terapêuticos para cura ou prevenção de doenças crônicas tais como diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia e outras.

As microalgas quando comparadas aos vegetais superiores e aos animais, levam vantagem devido:

  • à rapidez com que se reproduzem;
  • facilidade de cultivo em zonas não apropriadas para a agricultura como lagos salinos e desertos;
  • possibilidade de direcionar a produção de vários compostos de interesse comercial (clorofila, vitaminas e compostos fenólicos);
  • transformação de energia solar em compostos orgânicos, através da fotossíntese.

Existem muitas aplicações relacionadas as microalgas e aos produtos extraídos destas na indústria de alimentos tais como:

  • no tratamento de águas residuais de inúmeros processos industriais;
  • detoxificação biológica e remoção de metais pesado;
  • bioindicadores na detecção de nutrientes e substâncias tóxicas;
  • suplemento alimentar.

Ainda, o conteúdo lipídico confere potencial para seu emprego na produção de biocombustíveis (biodiesel, por exemplo).

Uso alimentício

Muitas espécies de microalgas e cianobactérias podem ser estimuladas a acumular diferentes tipos de reservas que podem ser usadas como pigmentos, fonte de lipídios, vitaminas e/ou proteínas.

As microalgas são comercializadas como alimento natural ou suplemento alimentar e são encontradas formulações em pó, tabletes, cápsulas ou extratos.

São também incorporadas em massas, petiscos, doces, bebidas, etc, tanto como suplemento alimentar quanto como corantes naturais.

Diferenças entre chlorella e spirulina

Chlorella é uma alga unicelular do grupo das clorofíceas, eucariótica, encontrada tanto em água doce como em ambiente marinho, sendo amplamente utilizada como suplemento alimentar.

Já a Spirulina é uma cianobactéria, a qual apresenta propriedades antioxidantes, devido a presença de compostos fenólicos, favorecendo o seu uso como alimento funcional.

Ambas são ótimas fontes de proteínas, pois possuem em suas composições cerca de 60% desse nutriente.

São ricas principalmente em aminoácidos essenciais e também possuem mais de 20 tipos de vitaminas e minerais.

Uma das principais diferenças entre a Chlorella e a Spirulina é a vitamina B12 que é encontrada somente na Chlorella, porém as duas contêm grandes quantidades da pró-vitamina A (β-caroteno).

Existe na Chlorella o Fator de crescimento Chlorella (Chlorella Growth Factor – CGF) que representa 18% do peso total desta alga.

O CGF é um complexo nucleotídeo peptídeo descoberto por um cientista japonês estudando a intensa fotossíntese que permite a Chlorella crescer tão rapidamente, onde cada célula se multiplica em quatro novas células a cada vinte horas.

Um dos mais significantes fatores do CGF é sua capacidade de estimular o sistema imunológico.

Isto é conseguido pela ativação das células T (ativas contra viroses e câncer), células B (ativas na luta contra as bactérias) e macrófagos (ativos contra o câncer, proteínas estranhas e produtos químicos).

Além disso, o CGF estimula a recuperação dos tecidos, protege a integridade das células, melhora a ingestão de nutrientes e regula a produção de energia.

Ajuda também na recuperação de materiais genéticos lesados, protege a saúde dando suporte às funções celulares vitais e retarda o processo de envelhecimento.

Semelhanças entre chlorella e spirulina

Possuem atividades terapêuticas principalmente pelo seu aporte fenólico, caracterizando-as no âmbito dos alimentos funcionais e nutracêuticos.

A maioria dos efeitos benéficos dos componentes das microalgas são resultantes de sua atividade antioxidante.

Porém, pouco se tem demonstrado sobre seu poder antifúngico e/ou inibidor da produção de micotoxinas por espécies toxigênicas.

Ambas possuem características para prevenir o câncer devido ao potencial antioxidante.

Além disso, são usadas para auxiliar a perda de peso por promoverem a sensação de saciedade no organismo, devido principalmente ao alto teor de proteínas e fibras.

Além de serem classificadas como seguras para o consumo humano GRAS (Generrally Recognized As Safe) emitido pelo FDA (Food and Drug Administration).

Referências:

  1. SOUZA, M. M. Potencial antifúngico, antioxidante e inibidor da produção de aflatoxina por extratos fenólicos de Chlorella sp. E Spirulina platensis. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio Grande – RS, 2012. Disponível em: http://repositorio.furg.br/handle/1/6183
  2. MACHADO, A. R., et.al. Uma abordagem sobre caracterização e avaliação do potencial antioxidante de extratos fenólicos de microalgas Spirulina sp. LEB-18 e Chlorella pyrenoidosa. Revista de Ciências Agrárias40(1), 264-278. https://dx.doi.org/10.19084/RCA16011
  3. TEIXEIRA, C. et al. A eficácia da Chlorella como inibidor de apetite associada ao exercício físico e dieta balanceada alterando a composição corporal. Rev. Bras. de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v. 2, n. 11, p. 423-433. Set/Out. 2008. Disponível em: http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/104

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