Diabetes: Sintomas, tipos, tratamento e alimentos

Diabetes: Sintomas, tipos, tratamento e alimentos

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Cerca de 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes. É o que apontam os dados da Organização Mundial da Saúde que ainda destaca que os casos da doença aumentaram 61,8% nos últimos 10 anos, colocando o Brasil em 4º lugar no ranking dos países com maior número de casos, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. No mundo, a diabetes já é uma epidemia global e atinge mais de 415 milhões de pessoas!

A diabetes é uma doença crônica que aumenta os níveis de açúcar do sangue, o que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre por uma deficiência na produção ou na ação da insulina, hormônio que tem como função equilibrar a quantidade de açúcar que chega na corrente sanguínea, regulando sua captação, para que ele possa entrar nas células e fornecer energia.

A obesidade, a alimentação inadequada e o sedentarismo têm contribuído para esse aumento na incidência de diabetes em todo o mundo e as complicações preocupam, pois incluem lesões que podem prejudicar a visão e o funcionamento dos rins, provocar amputações de membros, principalmente o pé, e precipitar infartos e derrames. Por isso, é muito importante conhecer essa doença para se prevenir e identificar seus sinais quando ela já tiver se manifestado.

Compreenda melhor o que é diabetes, seus tipos, como prevenir e tratar essa doença!

O que é diabetes

A diabetes mellitusé um distúrbio do metabolismo caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de deficiência na produção de insulina produzidas pelas células beta do pâncreas, na sua ação ou em ambos, provocando complicações à longo prazo.

A hiperglicemia persistente está associada a complicações crônicas que prejudicam os pequenos e grandes vasos sanguíneos, aumentam a possibilidade de desenvolver outras doenças, reduzem a qualidade de vida e elevam a taxa de mortalidade.

Sintomas de diabetes e pré-diabetes

A diabetes mellitus pode não apresentar sintomas claros por um longo período, por isso a identificação clínica da doença é frequentemente feita, não pelos sintomas, mas por seus fatores de risco.

A probabilidade de apresentar diabetes ou taxas elevadas de glicose no sangue depende da presença desses fatores de risco para desenvolver a doença. Confira o público-alvo para o rastreamento da diabetes preconizado pela Associação Americana de Diabetes:

Excesso de peso (IMC >25 kg/m2) e um dos seguintes fatores de risco:
História familiar de pai ou mãe com diabetes;
Hipertensão arterial (>140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivos em adultos);
• História de diabetes gestacional ou de recém-nascido com mais de 4 kg;
Dislipidemia: hipertrigliceridemia (>250 mg/dL) ou HDL-C baixo (<35 mg/dL);
• Exame prévio de HbA1c ≥5,7%, tolerância diminuída à glicose ou glicemia de jejum alterada;
Obesidade severa ou Acanthosis nigricans (doença de pele caracterizada por manchas aveludadas e escuras em dobras e vincos do corpo, que se manifesta na maioria dos casos em pessoas obesas e diabéticas);
Síndrome de ovários policísticos;
História de doença cardiovascular;
Inatividade física ou idade superior a 45 anos ou risco cardiovascular moderado.

Hoje, nos serviços públicos de saúde, as pessoas com fatores de risco para diabetes mellitus são encaminhadas para uma consulta de rastreamento e solicitação do exame de glicemia, e mesmo que tenham resultado negativo devem realizar um novo rastreamento entre 3 e 5 anos. Já os casos de tolerância diminuída à glicose, glicemia de jejum alterada ou diabetes gestacional prévio devem ser rastreados anualmente.

Apesar do início silencioso, os primeiros sintomas característicos, considerados sintomas clássicos que levantam a suspeita da diabetes. São os “4 P’s”:

  1. Poliúria (urinar em excesso, acima de 2,5 litros por dia e aumento da frequência urinária);
  2. Polidipsia (sede excessiva acompanhada pela ingestão excessiva de água e outros líquidos);
  3. Polifagia (fome excessiva e consumo de grandes quantidades de alimentos sólidos);
  4. Perda inexplicada de peso.

Outros sintomas menos específicos também podem se manifestar e indicar a presença de diabetes, como: fadiga (sensação de cansaço extremo e contínuo), fraqueza e letargia (estado de inconsciência comparado a estar “dormindo acordado”, caracterizado por indiferença e desinteresse pelas coisas), visão turva ou melhora temporária da visão para perto, prurido vulvar ou cutâneo (coceira vaginal ou na pele) e balanopostite (inflamação do prepúcio e da cabeça do pênis).

Como o início do desenvolvimento desta doença é lento e silencioso, é normal que a suspeita da doença seja feita por uma complicação tardia, como:

  • Proteinúria (presença de proteínas na urina);
  • Retinopatia diabética (lesão dos pequenos vasos sanguíneos da retina decorrente do acúmulo de açúcar, podendo levar a perda de visão parcial ou total);
  • Catarata (doença caracterizada pelo comprometimento do cristalino do olho, o que leva à perda progressiva da visão);
  • Neuropatia periférica (fraqueza, dormência e dor nos nervos causando perda de sensibilidade e formigamento nas mãos e pés);
  • Doença arteriosclerótica (condição que ocorre através do estreitamento das artérias reduzindo o fluxo sanguíneo para órgãos vitais como o coração, cérebro, intestino e extremidades como as mãos e os pés, podendo levar à infarto ou trombose);
  • Infecções de repetição.

Existem quatro tipos de exames que podem ser utilizados no diagnóstico do diabetes tipo 2: glicemia casual, glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose com sobrecarga de 75 g em duas horas (TTG) e, em alguns casos, hemoglobina glicada (HbA1c).

Valores preconizados para o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2:

  • Glicemia de jejum*

– Glicemia normal: menor que 110 mg/dl

– Glicemia alterada ou pré-diabetes: 110 a 125 mg/dl

– Diabetes mellitus: igual ou maior que 126 mg/dl

  • TTG: duas horas após 75 g de glicose

– Glicemia normal: menor que 200 mg/dl

– Glicemia alterada ou pré-diabetes: 140 mg/dl a 199 mg/dl

– Diabetes mellitus: maior que 200 mg/dl

  • Glicemia plasmática casual**

– Glicemia normal: menor que 200 mg/dl

– Diabetes mellitus: maior que 200 mg/dl (com sintomas clássicos***)

  • Hemoglobina glicada (HbA1C)

– Glicemia normal: menor que 5,7%

– Glicemia alterada ou pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%

– Diabetes mellitus: maior que 6,5%

Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Diabetes, 2009; World Health Organization (2006).
*O jejum é definido como a falta de ingestão calórica por, no mínimo, oito horas.
**Glicemia plasmática casual é definida como aquela realizada a qualquer hora do dia, sem se observar o intervalo
desde a última refeição.
***Os sintomas clássicos de diabetes mellitus incluem poliúria, polidipsia e polifagia.

Os casos de pré diabetes tem maior risco de desenvolver a doença, e por isso devem adotar medidas mais rígidas para prevenção do diabetes do que as pessoas saudáveis, o que inclui orientações sobre alimentação saudável e hábitos ativos de vida, bem como reavaliação anual com glicemia de jejum.

Tipos de diabetes

O diabetes é classificado em dois principais tipos:

  • Diabetes tipo 1: caracterizado por deficiência de insulina por destruição auto-imune, ou seja, que o próprio sistema imunológico promove, das células beta do pâncreas onde ocorre a produção do hormônio, comprovada por exames laboratoriais, que identificam a presença de anticorpos específicos na corrente sanguínea. O diabetes tipo 1 geralmente se manifesta de forma inesperada e repentina em crianças e adolescentes sem excesso de peso.
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Na maioria dos casos a hiperglicemia é acentuada e evolui para a cetoacidose, complicação aguda da diabetes que, além da hiperglicemia causa acidose metabólica, quando o pH do sangue cai, tornando-o mais ácido e em estágios mais graves pode deixar a pessoa desorientada e levar até ao coma; desidratação grave e cetose, estado em que o corpo produz mais corpos cetônicos, um composto que é produzido na ausência de glicose para gerar energia para as células, que em excesso pode ser tóxico para o organismo.

O processo de destruição das células beta que produzem insulina pode levar à um estágio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração do hormônio passa a ser necessária para prevenir a cetoacidose. A destruição das células beta em geral é rapidamente progressiva, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes entre os 10 e 14 anos, mas pode se manifestar antes ou depois e ocorrer também em adultos.

  • Diabetes tipo 2: caracterizado pela deficiência de insulina por causas que ainda não estão bem estabelecidas, representa cerca de 90% dos casos. Na diabetes tipo 2 há deficiência relativa de insulina, isto é, há um estado de resistência à ação da insulina, associado a um defeito na sua secreção, o qual é menos intenso do que o observado na diabetes tipo 1. O uso de insulina também pode ocorrer no tratamento desse tipo de diabetes quando evolui, no entanto, aqui o objetivo é controlar a glicemia e não prevenir um quadro de cetoacidose como na diabetes tipo 1.

O início da diabetes tipo 2 geralmente não apresenta sintomas e quando surgem são mais brandos. Manifesta-se, em geral, em adultos com longa história de excesso de peso e com história familiar de diabetes mellitus tipo 2. No entanto, com a epidemia de obesidade atingindo crianças, ocorreu um aumento na incidência de diabetes em jovens. A cetoacidose nesses casos é rara e, quando presente, costuma ser ocasionada por infecção ou estresse muito grave. A hiperglicemia desenvolve-se lentamente, permanecendo sem sintomas por vários anos.

Há também uma forma da diabetes que se manifesta durante a gravidez, conhecida como diabetes gestacional, que consiste em um quadro de hiperglicemia de graus variados, diagnosticada durante a gestação. Essa complicação deve ser identificada e tratada com atenção, pois traz riscos tanto para a mãe quanto para o feto e o recém nascido, sendo geralmente diagnosticada no segundo ou terceiro trimestres da gestação.

Outros tipos de diabetes são mais raros e podem resultar de defeitos genéticos da função das células beta, defeitos genéticos da ação da insulina, doenças do pâncreas, doenças do sistema endócrino, efeito colateral de medicamentos, infecções e outras síndromes genéticas associadas ao diabetes mellitus.

Prevenção e tratamento para diabetes

Ao contrário do diabetes tipo 1, que não pode ser evitado, o diabetes tipo 2 pode ser retardado ou evitado por meio de modificações do estilo de vida, que incluem alimentação saudável e atividade física. Apesar da herança genética exercer influência importante sobre o desenvolvimento de diabetes tipo 2, mudanças prejudiciais do estilo de vida, como aumento da ingestão de calorias e redução da prática de atividades físicas associadas ao sobrepeso e obesidade podem ter um papel dominante no desenvolvimento da doença.

A perda de peso é a principal forma de reduzir o risco de diabetes. O emagrecimento pode ser obtido com programas de estilo de vida que reduzam as calorias diárias em 500 a 750 kcal/dia ou proporcionem uma dieta de 1.200 a 1.500 kcal/dia para mulheres e 1.500 a 1.800 kcal/dia para homens, ajustados ao peso corporal inicial da pessoa diabética.

Para muitos obesos com diabetes mellitus, a perda de peso de 5% promove resultados benéficos quanto ao controle glicêmico, lipídios e pressão arterial e, ainda, ameniza a necessidade de medicamentos que diminuem a glicose.

Já a manutenção do peso corporal é possível através da prática de alimentação saudável, caracterizada por um padrão alimentar mediterrâneo rico em azeite, verduras e legumes, cereais integrais, leguminosas, frutas in natura, produtos lácteos com baixo teor de gordura e consumo moderado de álcool, além da prática de 150 minutos de atividade física moderada por semana, o que corresponde a 30 minutos de exercícios mais intensos por dia, como uma caminhada rápida.

A intervenção nutricional tem impacto significativo na redução da hemoglobina glicada no diabetes mellitus tipo 1 e no diabetes mellitus tipo 2, após 3 a 6 meses de acompanhamento com a nutricionista.

A dieta mediterrânea  pode ser uma grande aliada no tratamento da diabetes mellitus tipo 2, pois sua adoção está diretamente relacionada com a diminuição da obesidade abdominal e é determinante na redução da resistência à insulina e das inflamações.

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Então, os elementos fundamentais para o tratamento não medicamentoso do diabetes são: uma alimentação adequada e atividade física regular, evitar o fumo, o excesso de álcool e controlar o peso.

Além disso, é essencial lembrar que o controle do metabolismo é o principal foco no tratamento e controle do diabetes, pois alcançar um bom controle da glicose reduz o risco de complicações que afetam os vasos sanguíneos e minimizam as chances de doenças cardiovasculares.

Quanto ao tratamento medicamentoso do diabetes tipo 1, a administração de insulina é exigida e prescrita em esquema intensivo, de três a quatro doses de insulina/dia, divididas em insulina basal (dose pequena, liberada em gotas que permanece em níveis baixos no sangue para manter o controle glicêmico) e a insulina prandial (dose superior necessária para cobrir a quantidade de glicose que será liberada em uma refeição).

Já no diabetes tipo 2, que acomete a maior parte das pessoas, é exigido o tratamento não medicamentoso, em geral complementado com antidiabéticos orais como o cloridrato de metformina, a glibenclamida e a gliclazida, em diversas concentrações, e eventualmente, uma ou duas doses de insulina basal, conforme a evolução da doença.

Alimentação para diabéticos

É necessário que a alimentação da pessoa com diabetes seja orientada e acompanhada por um nutricionista, já que seu plano alimentar deve ser definido com base em avaliação e diagnóstico nutricional individualizado.

As avaliações contínuas e o acompanhamento realizadas pela nutricionista apoiam as mudanças de estilo de vida em longo prazo, possibilitando assim o controle da doença e melhora da qualidade de vida.

As pessoas com diabetes e seus familiares devem passar pelo processo de educação alimentar para compreender a importância do auto-cuidado e da independência quanto as decisões e atitudes ligadas à alimentação e ao controle metabólico. Só assim poderá compreender a influência de cada alimento no equilíbrio da glicemia e na prevenção de complicações da doença.

Em geral, o aumento no consumo de cereais integrais; sementes, nozes e castanhas; frutas, verduras e legumes; iogurtes desnatados e chás está associada a risco reduzido de diabetes. Por outro lado, o alto consumo de carnes vermelhas e bebidas açucaradas relaciona-se a um risco aumentado de desenvolvimento da doença.

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Uma das principais aflições da pessoa que tem diabetes é a vontade de comer doces. Mas isso pode ser sanado com estas 12 deliciosas receitas de doces para diabéticos!

A ingestão dietética da pessoa com diabetes segue recomendações semelhantes às propostas para a população em geral, com algumas ressalvas. Confira a composição nutricional recomendada para o plano alimentar de pessoas com diabetes mellitus:

  • Carboidratos (ingestão diária recomendada):

– Carboidratos totais: 45 a 60%  (não inferior a 130 g/dia)
– Sacarose: 5%
– Frutose: não se recomenda sua adição aos alimentos

  • Fibra alimentar (ingestão diária recomendada):

– Mínimo de 14 g/1.000 kcal

– Diabetes mellitus tipo 2: 30 a 50 g/dia

  • Gorduras (ingestão diária recomendada):

– Gordura total: 20 a 35% do valor energético total (VET)

– Ácidos graxos saturados < 6% do VET

– Ácidos graxos poli-insaturados: deve ser avaliado de forma individualizada pela nutricionista

– Ácidos graxos monoinsaturados: 5 a 15% do VET

– Colesterol: < 300 mg/dia

  • Proteínas (ingestão diária recomendada):

– Proteína: 15 a 20% do VET

  • Vitaminas e minerais: As mesmas recomendações da população sem diabetes.
    Sódio: Até 2.000 mg

A qualidade e a quantidade dos carboidratos são determinantes da resposta glicêmica em função, pois apresentam diferenças nas taxas de quebra e absorção da glicose. O índice glicêmico (IG) nos alimentos é a subida que ocorre nos níveis de glicose no sangue, causado pela ingestão de uma porção de 50 g de um alimento fonte de carboidrato comparado a um alimento padrão.

Já a carga glicêmica associa o índice glicêmico à quantidade de carboidratos ingeridos e está envolvida com o diabetes tipo 2. A utilização de dietas com baixo índice glicêmico pode servir como estratégia complementar no plano alimentar para o diabético, principalmente em períodos de hiperglicemias. As tabelas de índice glicêmico estão disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Universidade de São Paulo.

Outros fatores podem influenciar na resposta glicêmica, tais como: o tipo de preparação, combinação com outros alimentos, grau de maturação e processamento dos alimentos e o nível de glicemia anterior à refeição. Por exemplo, as frutas com bagaço e menos maduras tem menor efeito na glicemia, assim como os vegetais crus em relação aos cozidos e os alimentos que contém carboidratos, quando acompanhados de outros alimentos com proteína, gordura ou fibra também aumentam a glicemia de forma mais gradual.

Confira agora osDez passos para uma alimentação saudável para pessoas com diabetes mellitus” que orientam e apontam os principais cuidados que esse paciente deve ter com a sua alimentação:

1. Realize 5 a 6 refeições diárias, evitando “beliscar” alimentos entre as refeições e permanecer longos períodos sem se alimentar.

2. Evite o consumo de alimentos ricos em açúcar, como doces, sorvetes, biscoitos recheados, sucos em pó e balas, preferindo aqueles sem açúcar como os diet, zero ou light. Utilize adoçante em substituição ao açúcar, em quantidades moderadas! Leia os rótulos dos alimentos para verificar se eles possuem açúcar.

3. Evite o consumo excessivo de alimentos ricos em carboidratos complexos como pães, bolos, biscoitos, arroz, macarrão, angu, mandioca, cará, batata e farinhas, preferindo os integrais. O ideal é consumir seis porções diárias (uma porção = 1 pão francês ou 2 fatias de pão de forma ou 4 colheres de sopa de arroz).

4. Consuma diariamente verduras (alface, almeirão, couve etc.) e legumes (cenoura, pepino, tomate, abobrinha etc.), preferencialmente crus. Recomenda-se ingerir, pelo menos, três porções diárias (uma porção de verduras = 3 colheres de sopa; e de legumes = 2 colheres de sopa). Lembre-se: legumes como batata, mandioca e cará não são recomendados.

5. Consuma frutas diariamente. O ideal são três porções diárias (uma porção = 1 maçã média ou 1 banana ou 1 fatia média de mamão ou 1 laranja média). Para evitar o aumento da glicemia, prefira consumir as frutas acompanhadas com leite, aveia, linhaça, granola diet ou como sobremesa após as refeições, sendo preferencialmente com casca ou bagaço, por possuírem maiores quantidades de fibras.

6. Evite consumir alimentos ricos em sal como embutidos (presunto, salame e salsicha), temperos prontos (caldos de carnes e de legumes) e alimentos industrializados (azeitonas, enlatados, chips, sopas e molhos prontos etc.). Prefira temperos naturais como alho e ervas aromáticas. Use pouco sal para cozinhar.

7. Diminua o consumo de alimentos ricos em gordura (frituras; carnes como pernil, picanha, maçã de peito, costela, asa de frango, linguiça, suã etc.; leite integral; queijos amarelos; salgados e manteiga). Prefira leite semidesnatado ou desnatado e carnes magras (músculo, acém, lombo etc.).

8. Consuma peixe, assados e cozidos pelo menos, uma vez por semana.

9. Reduza a quantidade de óleo utilizado na preparação dos alimentos e evite o uso da banha de porco. Prefira alimentos cozidos, assados e preparados com pouco óleo.

10. Pratique atividade física regularmente, sob a supervisão de um profissional capacitado, mas realize um lanche 30 minutos antes para ter energia suficiente para realizar o exercício!

Outra excelente forma de proporcionar liberdade e controle da glicemia ao paciente diabético é a contagem de carboidratos, que serve para ajudar na escolha de quais alimentos e suas quantidades poderão ser consumidos por dia, de acordo com a quantidade de carboidratos em gramas diária estabelecida pela nutricionista e assim, se torna possível comer qualquer alimento e inclusive identificar a dose de insulina necessária para metabolizar a glicose contida nele.

Você pode consultar no Manual de Contagem de Carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes as quantidades do nutriente de uma ampla lista de alimentos e compreender como utilizar essa ferramenta no seu dia a dia!

Lembre-se que o diagnóstico dessa doença só pode ser feito por um médico, através do rastreamento adequado dos fatores de risco e de exames específicos. Para prevenir e tratar o diabetes invista em uma alimentação adequada e a prática regular de atividade física, com o acompanhamento de uma nutricionista e um profissional de educação física e nunca use medicamentos sem prescrição médica!

Referências:

  1. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018. Organização: José Egídio Paulo de Oliveira, Renan Magalhães Montenegro Junior e Sérgio Vencio. Vários autores. Vários coordenadores. São Paulo: Editora Clannad, 2017. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
    Cadernos de Atenção Básica, n. 36, Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus. Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 160 p. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_36.pdf
  3. Sociedade Brasileira de Diabetes. Departamento e Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes. Manual de contagem de carboidratos para pessoas com diabetes. Vários autores. São Paulo: 2016, 110 p. Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/images/manual-de-contagem-de-carboidrato2016.pdf
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Escrito por

Carla Lizandra

Nutricionista com CRN 44307 formada em Nutrição pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

Cursos intensivos de extensão em Nutrição Clínica Aplicada e Personal Diet Pós graduanda em Nutrição Clínica: do Home-care ao Hospital

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